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sexta-feira, setembro 23, 2011

Analgésicos

Tem por função aliviar a dor. O alívio ocorre por meio do bloqueio das estímulos dolorosos sem levar a anestesia ou perda de consciência (desmaio). São divididos em: Analgésicos não-narcóticos e narcóticos.
 Não-narcóticos:

Paracetamol e dipirona. Tratam a dor leve à moderada.

Narcóticos:

Os opiáceos ou opioides são fortes, utilizados no tratamento da dor crônica e intensa. Os opiáceos são extraídos do ópio (líquido extraído da semente da papoula). Assim podem ser naturais ou sintéticos e com propriedades semelhante a morfina.

Opiáceos (Hipno analgésicos)

Além da analgesia; sonolência; dependência física e psíquica têm por características


Excitação do SNC seguida de uma depressão profunda;

Depressão respiratória, podendo levar à morte;

aumento do ritmo cardíaco seguido de uma redução drástica;

Hipotensão motivada pela vasodilatação;

Náuseas e vómitos;

Edema pulmonar devido à retenção urinária;

Diminuição do diâmetro da pupila (miose)

Classificação:

I - Agonistas (totais)- morfina, fentanil, petidina, alfentanil.
II- Agonistas parciais- buferidina, nalorfina.
III- Antagonistas- naloxona, naltrexona.

Mecanismo de ação:

Interagem com os receptores dos opioides endógenos (receptor opiáceo) ativando-os ou bloqueando-os. 
  • Receptores opioides:

I - Receptores mu (μ)localizados no córtex cerebral, tálamo e substância cinzenta periaquedutal. São responsáveis pela maioria dos efeitos analgésicos e por alguns dos efeitos indesejáveis importantes (por exemplo, depressão respiratória, euforia, sedação e dependência). A endorfina β e encefalinas têm maior afinidade para o receptor μ. 

II - Receptores delta (δ)apresentam uma distribuição difusa, sendo mais importantes na periferia, embora também possam contribuir para a analgesia. Os ligandos endógenos preferenciais deste receptor são as leu-encefalinas.

III - Receptores kapa (κ)localizados na medula espinhal, tálamo, hipotálamo e córtex cerebral. Contribuem para a analgesia a nível medular e podem induzir sedação e disforia, porém produzem relativamente poucos efeitos indesejáveis e não contribuem para a dependência. Como ligandos endógenos preferenciais deste receptor temos a dinorfina.


Os receptores opióides, pertencem à família dos receptores acoplados à proteína G, inibem a adenilato ciclase, reduzindo assim o conteúdo intracelular de cAMP. Todos os receptores opióides estão ligados através das proteínas G à inibição da adenilato ciclase. Além disso, facilitam a abertura dos canais de  K (causando hiperpolarização) e inibem a abertura dos canais de Ca2+(inibindo a ação de transmissores).



 Efeitos Farmacológicos:



sexta-feira, setembro 02, 2011

Introdução à Farmacologia

A farmacologia é uma ciência que estuda os fármacos ou drogas (substâncias puras) e como estes interagem com os sistemas biológicos. 



º° DIVISÕES DA FARMACOLOGIA

>> Farmacologia geral - estuda as drogas em seus conceitos básicos;
>> Farmacocinética - estuda o movimento da droga no organismo;
>> Farmacodinâmica - estuda o mecanismo de ação da droga, efeitos bioquímicos e fisiológicos por elas produzidos no organismo.

º° FINALIDADE DOS FÁRMACOS

* Aliviar ou atenuar sinais e sintomas;
* Prevenir (vacinas e antibiótica terapêutica profilática);
* Ação anti-conceptiva;
* Diagnóstico  (contraste).


º° AÇÃO DOS MEDICAMENTOS

>> Ação Local - Age no local onde é administrada sem passar pela corrente sanguínea. Ex: pomadas e colírios.


>> Ação Sistêmica - Significa que a medicação é absorvida e depois entra na corrente sanguínea para atuar no local de ação desejada. Ex: antibióticos.


º° PRINCIPAIS VIAS DE ADMINISTRAÇÃO


- Vias de administração são estruturas orgânicas com as quais o fármaco toma contato para iniciar sua série de processos.
Quadro das principais vias de administração medicamentosa
OBS: AS EXPLICAÇÕES QUE SEGUEM FORAM ENCONTRADAS E RESUMIDAS A PARTIR DO ARTIGO QUE SEGUE EM LINK: Artigo das vias de administração
# VIAS ENTERAIS
Quando o fármaco entra em contato com qualquer segmento do sistema gastrointestinal.


° Via Oral - É segura e mais conveniente, é menos dispendiosa e grande parte das medicações são administradas por esta via. As medicações orais estão disponíveis em muitas formas: comprimidos, drágeas, cápsulas, xaropes, óleos, líquidos, pós e grânulos. Geralmente essa medicações são prescrita em doses maiores do que seus equivalentes parenterais, devido a absorção através do trato gastrointestinal (TGI) elas são imediatamente metabolizadas no fígado antes de atingir a circulação sistêmica, diminuindo os efeitos adversos.
A administração oral é contra-indicada em pacientes inconscientes,náuseas e vômitos, bem como naqueles incapazes de engolir.
° Via Bucal - É utilizada principalmente para administração de fármacos de efeitos locais, sendo necessário utilizar um composto que tenha maior aderência pela mucosa bucal, devido a ação diluidora da saliva. As formas farmacêuticas mais usadas são: géis, vernizes, soluções e crobases.


° Via Sublingual - Permite a absorção do fármaco por tempo mais prolongado. Propicia absorção rápida de pequenas doses de alguns fármacos, devido ao rico suprimento sanguínea e a pouca espessura da mucosa absortiva, permitindo a absorção direta na corrente sanguínea. As formas farmacêuticas são comprimidos que devem ser dissolvidos pela saliva sem ser deglutidos.


° Via Retal - Utilizados em pacientes que apresentam vômitos, não sabem deglutir ou estão inconscientes. Suas limitações são a incomodidade de administração, possibilidade de efeitos irritativos na mucosa e absorção errática devido a pequena superfície absortiva e incerta retenção no reto. As formas farmacêuticas são: suspensões, supositórios e soluções.

# VIAS PARENTERAIS

Quando o fármaco não entra em contato com o sistema gastrointestinal. São diretas (acessadas por injeção) e indiretas ( o acesso a elas prescinde de injeção).

VIAS DIRETAS

° Via Intravenosa ou Endovenosa - Administração direta na veia afim de obter uma ação imediata do medicamento. A medicação pode ser administrada em qualquer veia periférica acessível ou ainda em mais profundas através dos cateteres endovenosos introduzidos por punção ou flebotomia. Esta via é indicada em emergências médicas e doenças graves.

° Via Intramuscular - Pouco dolorosa e irritante, é mais segura que a intravenosa. Esta via fornece uma ação sistêmica rápida e absorção de doses relativamente grandes. Recomendadas para pacientes não cooperativos e para as medicações que são alteradas pelo suco gástrico. São contra-indicadas para pacientes com deficit de coagulação, com doenças vascular periférica oclusiva, edema e choque.

° Via Subcutânea - São inconvenientes, incluem dor local. São administradas no tecido adiposo e move-se com mais rapidez para a corrente sanguínea que por via oral. Não é adequada para administração de grandes volumes e nem de substâncias irritantes. As formas farmacêuticas são: suspensões e soluções aquosas.

° Via Intradérmica - Usada principalmente para testes diagnósticos e vacinação. Sua absorção é mais lenta que por via subcutânea, é bastante usada para produzir um efeito local.

° Via Intratecal - É utilizada para administrar fármacos que não atravessam a barreira cérebro-sangue. Requer técnica especializada e também é comumente usada para a raquianestesia.

° Via Peridural - Utiliza o espaço delimitado pela duramáter que circunda a medula, sendo uma alternativa para anestesia de medula espinhal  e raízes nervosas.

° Via Intra arterial - É raramente empregada por dificuldade técnicas e pelos riscos que oferece. Usada com o objetivo de obter altas concentrações locais de fármacos, antes de ocorrer sua diluição por toda corrente sanguínea.

° Via Intracardíaca - Em desuso desde que foi substituída pela punção de grandes vasos venosos para administrar fármacos de reanimação cardiorrespiratória. 

° Via Intra articular - Injeta-se o fármaco na cavidade articular para aliviar a dor, preservar a função, prevenir contraturas e retardar a atrofia muscular.

° Via Intra óssea - Injetada quando for difícil ou impossível a infusão venosa rápida, a intra óssea permite a disposição de líquidos, medicações ou sangue total na medula óssea.

VIAS INDIRETAS

° Via Cutânea - Para obtenção fundamentalmente de efeitos tópicos. Sob certas circunstâncias produzem-se efeitos sistêmicos, terapêuticos ou tóxicos. A absorção depende da área de exposição, difusão do fármaco na derme, temperatura e estado de hidratação da pele.


° Via Respiratória (inalatória) - Estende-se desde a mucosa nasal até os alvéolos, pode ser usada para obter efeitos sistêmicos e locais. Vantagem: administração de pequenas doses para ação rápida e minimização de efeitos adversos sistêmicos. Desvantagem: pode irritar as mucosas, ter perda de efeito de uma dada dose devido a deposição das partículas inaladas.


° Via Conjuntival e Geniturinária - Usualmente empregadas para obtenção de efeitos locais. Os métodos utilizados são instilação e aplicação.

quinta-feira, agosto 25, 2011

Leishmaniose Visceral

°º Taxonomia
# Família: Tryponosomatidas;
# Ordem: Kinetoplastida;


# Protozoário: Leishmania chagasi;
Vetor: Mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis);


# Ciclo: Heteroxênico;
# Formas: Promastigota e Amastigota.

°º Sinonímia

Calazar, esplenomegalia tropical, febre dundun, doença do cachorro, etc. 

°º Agente Etiológico

Protozoário tripanosomatídeos do gênero Leishmania, espécie Leishmania chagasi, parasita intracelular obrigatório sob forma aflagelada ou amastigota das células do sistema fagocítico mononuclear (Macrófagos). Dentro do tubo digestivo do vetor, as formas amastigotas diferenciam em promastigotas (flageladas). 

°º Reservatórios

Na área urbana o cão (Canis familiaris) é a principal fonte de infecção. As infecções em cães tem sido mais prevalente que nos homens.


No ambiente silvestre, os reservatórios são as raposas e os marsupiais. Questiona-se a possibilidade do homem também ser uma fonte de infecção.



°º Recomendações


Mantenha  a casa limpa e o quintal livre dos criadores de insetos. O mosquito-palha vive nas proximidades das residências, preferencialmente em lugares úmidos, mais escuros e com acúmulo de material orgânico. Ataca nas primeiras horas do dia ou ao entardecer;

Coloque telas nas janelas e embale sempre o lixo;

Cuide bem da saúde do seu cão. Ele pode se transformas num reservatório doméstico do parasita, que será transmitido para as pessoas próximas e outros animais;

Lembre-se de que os cados de leishmaniose são de comunicação compulsória ao serviço oficial da saúde.


°º Quadro Clínico e Tratamento




°º Ciclo Evolutivo Biológico

Ciclo Biológico - Leishmaniose





quarta-feira, agosto 24, 2011

Tripanossomíase Americana

Também conhecida como Doença de Chagas, em homenagem ao médico brasileiro Carlos Chagas, que descobriu a doença em 1909. A doença é causada pelo protozoário flagelado e com uma única mitocôndria, o Tripanosoma cruzi, que é transmitido pelas fezes do inseto barbeiro (triatoma). O nome do parasita foi dado por Carlos Chagas em homenagem ao também cientista Oswaldo Cruz. 

Segundo dados levantados pela SUCEN (Superintendência de controle de endemias), esse inseto de hábitos noturnos vive nas frestas das casas de pau-a-pique, ninhos de pássaros, tocas de animais, casca de troncos de árvores e embaixo de pedras.
# MODOS DE TRANSMISSÃO

º Forma vetorial - Passagem do protozoário das fezes do barbeiro através da pele lesada ou de mucosas, durante ou logo após o repasto sanguíneo;
º Via Oral - Ingestão de alimentos contaminados com o T. cruzi;
º Forma Transfusional - Por meio de hemoderivados, transplante de órgãos e tecidos provenientes de doadores contaminados;
º Transmissão vertical - Passagem do T. cruzi de mulheres infectadas para seus bebês durante a gestação ou o parto;
º Transmissão acidental - Contato de material contaminado com a pele lesionada ou com mucosas, durante manipulação em laboratório.
No Brasil, foram registrados casos de infecção transmitida por via oral em pessoas que tomaram caldo-de-cana ou comeram açaí moído.
# DESTRINCHANDO O CICLO DA DOENÇA DE CHAGAS

CONHECENDO AS FORMAS EVOLUTIVAS



Ciclo biológico - Doença de Chagas


# PERÍODO DE INCUBAÇÃO E TRANSMISSIBILIDADE

º INCUBAÇÃO: Varia de acordo com a forma de transmissão. Vetorial: 4 a 15 dias; Transfusional: 30 a 40 dias; Oral: 3 a 22 dias; Acidental: aprox. 20 dias; Vertical: pode ocorrer em qualquer período da gestação ou durante o parto.
º TRANSMISSIBILIDADE: O paciente chagásico pode albergar o T. cruzi no sangue e/ou tecidos por toda a vida, sendo um reservatório para os vetores com os quais tiver contato.

# SINTOMAS

º Febre e mal-estar;
º Inflamação e dor nos gânglios;
º Vermelhidão;
º Inchaço nos Olhos (sinal de romã);
º Aumento do fígado e do baço;
º Meningite e encefalite (complicações graves da doença).

* Com frequência a febre desaparece após alguns dias e a pessoa nem percebe o que lhe aconteceu, embora o parasita já esteja alojado. Como os sintomas nem sempre são perceptíveis o paciente acaba descobrindo muitos anos depois, ou ao realizar um exame de rotina.

# TRATAMENTO

A medicação é realiza sob acompanhamento médico em hospitais dado os efeitos colaterais que provoca, devendo ser mantida por ao menos um mês. Na fase aguda o efeito da medicação em geral é satisfatória, enquanto o parasita estiver circulando no sangue. Na fase crônica, não é indicado o mesmo tratamento, agora direciona-se ao controle das manifestações da doença e evitar complicações.

# RECOMENDAÇÕES

º Controle químico do vetor nas regiões endêmicas;
º Melhoria habitacional em áreas de alto risco;
º Controle rigoroso dos hemoderivados transfundidos (Triagem e sorologia dos doadores);
º Cuidados de higiene na produção e manipulação de alimentos de origem vegetal;
º Utilização rigorosa de equipamentos de biossegurança (Laboratórios).